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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Olhe para dentro e verá todo o Universo

Engraçado como as pessoas estranham quando me veem quieto ou sem estar pulando e falando alto. Em poucos instantes após me encontrar em um desses estados de introspecção logo perguntam o que há de errado ou o que poderia ter acontecido. Na verdade, na maioria destes momentos, nada de ruim aconteceu ou está acontecendo.

Costumo valorizar momentos em que estou mais voltado pro interior, prestando atenção em quem sou, ouvindo meus próprios pensamentos, concentrado, é bem provável que no fim desta sessão espiritual e psicológica eu chegue em alguma conclusão reveladora, fatos inéditos sobre meu próprio eu, novas vontades, novos objetivos, crescimento.

Como hoje. Setenta e duas horas sem Facebook ou qualquer outra rede social, sem estar conectado com quase dois mil "amigos", não ver o que estão pensando ou comendo, não estar compartilhando a música que estou ouvindo agora, me faz questionar meus reais gostos, minhas reais vontades e objetivos. Me importo tanto assim com o número de curtidas que minha nova foto recebeu? E aquela música foda da minha banda favorita, recebeu o número de comentários positivos que ela merece?

O que tenho tirado de conhecimento dos últimos dias é que a introspecção e o autoconhecimento não devem ser evitados, são importantes para você estar consciente do que está acontecendo na sua vida, o que deve fazer ou deixar de ser, entender como as coisas funcionam te torna capas de ser co-criador de sua realidade, e desta vez termino o texto com uma frase não escrita por mim, mas pelo barbudo Sócrates. "Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses".

terça-feira, 20 de maio de 2014

Sua boca pintada de vermelho

E como se tivesse feito só pra me provocar, você apareceu com essa sua postura que me deixa louco, seus cabelos negros mais brilhosos, e sua boca, ah sua boca... pintada de vermelho.

Com certeza eu devo ter te comentado sobre esse meu gosto algum tempo atrás, e definitivamente você fez de propósito. Não é possível alguém estar tão feita para mim, moldada em meus gostos e fetiches,  a forma como você anda sem querer me olhar, ou o jeito como fica séria durante a aula sem querer me dar bola, sim senhorita, você ainda mexe comigo, e ainda me pego imaginando como seria se você rompesse por aquela porta, viesse em minha direção com essa sua cara brava e me tascasse um beijo, não qualquer um, mas um puta beijo. Provavelmente não vai rolar, mas não custa imaginar.



Penso numa forma de te chamar a atenção, de ser pego te olhando, obviamente sem querer, ou de me tornar uma tentação tão tremenda que você quebraria o orgulho e falaria comigo, mas não só falaria, flertaria, do jeito que só você sabe.

Mas isso tudo não passa de pensamentos bobos e maliciosos de um garoto adolescente, não leve a mal, não quero te ofender, mas escrevi esse texto como uma forma de me render não declaradamente. Afinal, quem garante que é sobre você que estou escrevendo?


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Quinta-Feira

E você finalmente apareceu! Não é que O Segredo estava certo?! Chegou chegando, do jeitinho que pedi, tomou a iniciativa de me adicionar enquanto eu ainda nem havia te reparado. Como uma forma de empatar o placar instalado em minha cabeça,  primeiro de março puxei assunto!

Toda explosiva, confusa, fan do John Mayer e engraçada, tão instigante quanto um de meus livros prediletos, mergulhei de cabeça e queria saber o que estaria no fundo deste oceano, e mais uma vez como mágica, o universo conspira a nosso favor e faz daquela noite qualquer, toda uma zorra... Encontro uma conhecida de outros tempos que surge do meio da multidão barulhenta e diz para que eu não vá embora, pede para que eu a siga.

E assim sou levado até você, e toda aquela bagunça de gente andando e falando alto ao redor se torna apenas um zumbido longe, pois agora estou interessado em como você se movimenta dentro de sua blusa laranja que contrasta com seus cabelos pretos ou em como você oscila de determinada e explosiva para tímida e calma.



Em um momento nunca antes planejado, estamos dançando, rindo e nos divertindo por aquelas ruas, falando sobre o nada ou sobre o tudo, contando vontades secretas ou apenas lançando aos ventos pequenas indiretas que seriam entendidas apenas aos mais atentos ouvidos... Você foi encantadora e interessante, seus lábios se tornaram inebriantes e seus olhos, aqueles que não conseguiam me encarar por muito tempo, apaixonantes.

Nosso inesperado encontro se tornou memorável. Um momento cheio de sentimentos e olhares verdadeiros... Nosso único real momento...

Ainda hoje, as vezes, me pego recordando e me perguntando se tudo acontecerá outra vez, com a mesma vontade e explosão de emoções, realmente não sei, imagino que nem você saiba, mas espero que leia este texto para saber que aguardo ansiosamente por este momento, mesmo que tudo não tenha passado de fantasia.

Obrigado por ter surgido, assim, do nada. E por ter rido de minhas piadas e o mais importante, por ter tornado um dia da semana sinônimo de momentos inesperadamente eletrizantes.

segunda-feira, 17 de março de 2014

eu, Artista.

Escrevo sobre libertação, sobre sentimento e emoção. É um processo de expressão artística, não exatamente do que vivi ou passei mas do que senti, da forma que vi a realidade. Não é como se eu mentisse, ou inventasse, só que as vezes a realidade é mais interessante do ponto de vista emocional e psicológico.
A libertação está em registrar essa onda de emoções e pensamentos que eu não conseguiria descrever, mas as vezes ela vem, do nada, já tentei forçá-la, mas ainda não descobri como o fazer. Minha arte está no sentir das emoções, no expressar do inexpressável, de forma que aqueles que entram em contato com meus textos possam entender e muitas vezes tomar uma dose dessa droga alucinógena. 








Minhas musas e personagens existiram e existem, nos sonhos, na imaginação, experiências vividas e as vezes são personificações de momentos, momentos que me fizeram crescer, sentir. Uma coisa é certa, tudo aquilo que me inspira a escrever, ou ao menos ter alguns minutos de reflexão, me faz, ou já me fez crescer, mesmo quando tenha sido algo ruim em que tive que aprender a superar e a contornar.








Essa arte é observar as situações, viver a vida, sentir os sentimentos, dar atenção a isso tudo. Essa é minha arte. Minha forma de ver a vida.

E você, como faz sua arte?












(Todas as pinturas usadas no texto foram feitas por Millie Brown!)




quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Só Morri

Tenho certeza que você não imaginou que aconteceria assim, já havíamos discutido antes e até nos afastado assim, só que agora foi diferente né?! Nem eu podia imaginar que ia ser assim, aconteceu tudo tão rápido, tão veloz, entendi o significado de instantâneo.

Não, não vou dizer que você foi o que pensei no momento, na verdade eu só conseguia pensar em uma única coisa, uma única frase, "É agora?", e foi, simples assim, mais simples do que eu havia planejado, menos dramático também.

Não chore, por favor, você não tem culpa alguma, nem ele que cruzou meu caminho no momento errado, sim, eu sei que você queria ter dito tchau direito, se despedido como deveria ter sido, mas pensa bem, acha que realmente teria uma forma melhor de dizer adeus? Eu teria morrido mil vezes se houvesse uma despedida como todos estão desejando.

Não sei como vai ser agora, ainda não desvendei o tal mistério, mas acho que daqui algum tempo cairei no esquecimento, não fiz nada que marcasse o mundo, nenhuma invenção mirabolante, nenhuma descoberta fodástica ou um ataque terrorista que permanecesse para sempre na mente das pessoas, no fim, só fui mais um. É capas de você ainda nem ter recebido a noticia, na verdade espero que ainda não tenha, talvez se passar um bom tempo você ache que eu me afastei porque quis, e resolva não me procurar, assim você para sempre achará que estou aqui, bem, como sempre estive.

Não me arrependo de muitas coisas, se eu pudesse mudar, talvez mudaria a forma como a gente acabou, eu teria procurado te abraçar na ultima vez que tive oportunidade, não abracei por orgulho, mas você também não procurou por abraço, nem por uma palavra amiga, você ignorou como se tudo tivesse sido nada. Não não não, repito, você não é culpada de nada, po você esteve lá nos momentos mais felizes da minha vida, foi legal, foi maneiro, foi ótimo. E agora o esquema é só você seguir em frente, encontrará gente melhor do que eu fui, que seja melhor parceiro do que eu fui. Enfim, morri, no fim já sabíamos que aconteceria assim. E tudo que eu te peço é que você viva, viva muito, viva intensamente e quem sabe algum dia, em algum lugar, não nos encontraremos de novo?

sábado, 28 de dezembro de 2013

Tudo Como Um Sonho

Nunca imaginei que iria te encontrar naquela manhã. Bendito dia em que decidi ir em busca do que precisava, você apareceu aparentando já saber exatamente o que eu queria, me mostrou a direção certa, me levou até lá, me apresentou ao novo sonho.

No fim do dia já estávamos grudados, aquela sensação de que tudo está dando certo, finalmente. Você não imagina quão bom isto é. Quão bom é ver você gargalhando de minhas piadas sem graças, quão bom é ter sua companhia em uma tarde já imaginada. Melhor ainda foi não ter fingido, éramos quem somos, e ninguém precisava desconfiar, porque já estava claro, todos já sabiam em desde o nascer do sol.

Nunca achei que encontraria alguém moldado tão incisivamente para mim. Mas lá estava você, como mágica, inexplicavelmente.

Em uma distração, você estava rindo com meus amigos, se divertindo verdadeiramente, tudo o que eu fiz foi assistir, guardar cada detalhe na mente para poder sorrir de novo quando acordasse na manhã seguinte.

E então, em uma manhã de meio de semana, eu senti tudo começar de novo.






sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Foi-se mais Um [Adeus 2013...]

Talvez não mais um, este foi especial, não sei se é a palavra certa, mas este foi marcante, sem sombra de dúvidas me lembrarei dos bons, dos ótimos, dos maus e péssimos momentos. Sim 2013, me lembrarei de você, talvez até pelo resto da vida!

O ano começou cheio de expectativas e promessas, até então nada diferente dos outros, porém as mudanças chegaram já nos dois primeiros meses. Escola nova, companhias novas, um certo espaço imposto pelo acaso entre as velhas e grudadas amizades, já mencionei não acreditar em acaso? Enfim... Momentos de prosperidade já davam sinal.

Assim como as boas novas vieram, as más também. Nos primeiros meses do ano tive uma das piores experiências da minha vida, exposição, medo, humilhação, desgosto, foram parte do que senti durante aquelas longas três semanas em que aquilo que mais adoro também se tornou o que me tiraria muitas noites de sono, me fez mal, muito mal. Monstros domados. Após tais experiências percebi que não podia contar com gente que havia se tornado porto seguro, vi também que havia desacreditado nos horrores do mundo mesmo sabendo que eles estavam e estão lá, apenas esperando.

Hoje, ao pensar em amigos já posso observar novos rostos e o mais estranho disso é que já os considero tanto quanto amigos de longa data, amigos que me ajudam a crescer, a pensar e ascender. Pessoas que eu não podia passar um fim de semana sem conversar, hoje já nem no meu Facebook estão mais. Também há aqueles que eu já "conhecia" mas este ano se tornaram muito mais próximos, e varias vezes me perguntei porque de não ter me aproximado antes.

Muitas lições aprendidas, novos livros lidos, muitas gargalhadas dadas,  muitas novas experiências vividas, muitos erros refeitos, cada ato com sua consequência, sem arrependimentos okay? Tudo que aconteceu tinha que acontecer.

A felicidade mesmo chegou em fazer uma retrospectiva e ver o quanto cresci e evolui, definitivamente o Jackson em 31 de dezembro de 2012 não se parece com o que passará as datas comemorativas este ano, para muitos as mudanças são evidentes...

O jeito é começar os preparativos para a virada, começar a pensar em o que quero para o próximo ano. Projetos, projetos e mais projetos. O jeito também é agradecer tudo e todos que me ajudaram direta e indiretamente, então... Obrigado e Boas Festas... Até o próximo texto.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Memórias de uma bela noite

Havia todo um clima de nostalgia, afinal, era um marco em sua história. Você estava em azul, me lembro bem, deslumbrante, todos seus amigos me invejavam perguntando-se o motivo de não serem eles, lembro de ter sentido sua cintura enquanto te carregava pois o solo estava difícil de andar com aquele salto elaborado que deixava-te toda com um ar de mulher.

Sentávamos observando as luzes refletidas na imensidão negra diante de nós, aquela música bem ao fundo, não posso lembrar qual exatamente estava tocando, mas provavelmente uma daquelas que todos sabem a coreografia e a letra sempre está na ponta da língua, todos menos eu, sempre me pergunto se todos simplesmente sabem as letras ou se passam horas e mais horas estudando em sites como o Vagalume, enfim, lembro até de sua amiga chata reclamando estar segurando vela.

Lembro de ter visto seu pai nos observando ao longe, e lembro também de que você tentou me dar um mega beijo bem nessa hora, tive que me afastar, nem foi por querer, mas não achei que Ele estava disposto a assistir tal cena, talvez eu devesse ter arriscado, teria deixado o clima digno de filmes adolescentes que passam na Disney, sei que você os curte, não leve na ofensiva...

Estava um puta calor, talvez tão calor quando hoje, mas o pior era estar dentro daquela beca que deixa todo mundo igual, não posso negar me sentir em um filme tipo James Bond ao vestir um smoking, mas o clima não interessa, pelo menos não hoje.

Depois não sei o que te deu e você resolveu brincar de gato e rato, correndo atrás de suas amigas enquanto eu corria atrás de você, não estava com saco pra isso, estava numa vibe mais lovers, mas acho que você não percebeu...Disfarcei e fui ligar aqui pra casa, pra dizer que estava vivo.

Seu sorriso estava estupendo. Lembro do acessório de cabelo que você usou, coisa nossa, acho que ninguém nunca sacou realmente, tanto faz, meu céu nunca pareceu tão estrelado até aquela noite. Hoje isso tudo já não passa de lembranças.

Lembranças foram feitas para serem lembradas, não é mesmo?! Volto a dizer que não as apagaria, já fazem parte de mim, de minha forma de entender o presente, você estava lá, eu estive lá, porém ouvi dizer que você já não lembra mais, apagou de sua memória, de seus arquivos, do seu ser. Ouvi dizer que para você já não passo de poeira no fundo do guarda-roupa, tudo bem, talvez eu só esteja imaginando isso mesmo, "Adoro um amor inventado" é o que diz um amigo que ás vezes sussurra frases incompreensíveis antes que eu pegue no sono, já não posso confirmar, talvez nós nunca tenhamos existido realmente, talvez...

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Nerd... Mas Só?

E entre beijos e pegadas ela solta a seguinte frase, "E você com essa carinha de nerd hein?!", na hora nem dou bola, tenho mais coisas para me preocupar do que em uma frase aleatória, até que depois de algum tempo pego-me pensando no que ela realmente quis dizer com isto.

Cheguei a conclusão de que sim, tenho cara de nerd, mas não só, sou nerd! Mas o que tem de mal nisso? Todo nerd deve ter pegada ruim, ser inexperiente e parecer se importar mais com a equação matemática do que com o grande enigma que é desvendar os gostos de uma garota?

Estamos em uma sociedade que a forma como você se comporta perante seu grupo de amigos, ou como você gosta de se vestir ou andar, é exatamente como te rotularão, talvez o problema seja este, rotular. Qual a necessidade disso? Por que não ser livre para fazer o que quiser quando der vontade sem ter que carregar um título pelo resto da vida? Por quê?

No fim, o rótulo de nerd se transformou em "safado", "tarado", "palhaço", não nego nenhum dos rótulos, mas não sou só isso, tenho mais o que mostrar. O lado "filósofo", o "religioso", o "contestador", o "chato", o "fofo", o "infantil e o "Eu"! Talvez o que eu queira deixar com este texto seja apenas a mensagem do "Prove, antes de dizer que não gosta", ou a história do "Não julgue um livro pela capa", enfim, pra que rotular o intuito deste texto, se ele pode ser interpretado como tudo, ou nada?

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A Melhor Pior Memória!

Entro em casa, fecho o portão, caminho pela cozinha chegando na sala e olho as escadas... Lembro de você subindo na minha frente, tropeçando no escuro  infinito de meu corredor, em direção ao meu espaço, você entrava, eu entrava, eu tirava a blusa, jogava sua bolsa de um lado, você fingia se entreter com alguma coisa só para eu chegar por trás e te abraçar forte, eu te puxava até minha cama e te beijava, te sentia dentro da minha boca, dentro da minha alma, sentia um determinado tremor em pensar que talvez eu estava sendo o que você não esperava, mas não importa, eu dava meu melhor.

Você olhava o relógio, se assustava, eu pedia pra você ficar, você se atrasava, e ainda não queria deixar-te sair, não só do meu quarto, da minha casa, mas também do momento, da energia, de tudo aquilo que sempre foi tão raro entre nós. A sensação. O Toque. Nada mais importava.

Quando já não havia mais tempo para perder (ou ganhar), saíamos correndo, descíamos as escadas, fazíamos cara de paisagem quando meus pais passavam por nós, e eu te levava embora. Foi assim. Complexo do seu jeito. Simples do seu jeito. Foi bom, ótimo, eterno.

Sinto um nó crescendo em minha garganta ao recordar tais memórias.

Não foi o suficiente, mas eles já haviam nos advertido, já haviam nos gritado, já haviam até nos chacoalhado. Meu maior erro foi não ter segurado a barra, minhas emoções impulsivas, meus medos e inseguranças. Seu maior erro foi não ter acreditado que eu sempre estive aqui por você.

Mas tudo bem (ou tudo mal), já era, já foi (ou já fomos). Tal filósofo me disse por meio de frases que ao pensarmos estamos criando, não é atoa que ainda te vejo na minha frente. O futuro nos espera, novas emoções, novas escadas, novos cantos, novos abraços, talvez até nos esbarremos qualquer dia e eu te pergunte como está a vida, e você finja que não me conhece ou diz estar casada e com dois filhos, é capaz que suba toda a emoção de novo, e antes que possamos pensar já estamos entrelaçados em meio a uma energia trêmula, real, palpável até. Quem poderia saber?

Não sei o que está depois da esquina, mas espero muita luz do que está por vir, tanto pra mim quanto pra você. É hora de crescer, ascender, evoluir, modificar, transmutar, esquecer algumas coisas, lembrar outras, mas o que eu não conseguiria esquecer é essa melhor pior memória que tenho de você.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

[Not Only] Teenager Activism

Não concordo com imposição. Nem com a igreja. Também não concordo com o modo de pensar de boa parte dos brasileiros. Me livrem do seu comodismo, e do meu também. Oi?! Minha idade? 16, por quê? Não, ainda vou pensar assim quando crescer! Não acredita? Whatever...

Ta, vamos por partes. Não sou contra ou mantenho ódio por tudo e todos, que fique bem claro. A questão é que sou um contestador de padrões, de nascença! Motivo? Simplesmente não acho que devo aceitar o que dizem só porque dizem estar certo. 


Costumo sempre ouvir que meus pensamentos contraditórios morrerão com o tempo, e contesto tanto as coisas, por ser algo natural da idade. Se acredito nisso? Não, não acredito. Muito de minha bipolaridade diária e mudanças de costumes são realmente resultados de uma adolescência natural e saudável, porém os pensamentos e ideais que tenho como verdade não morrerão, simplesmente por sentir que fazem estritamente parte do meu ser, do meu eu, do meu deus, seja lá como você chamaria isso. 

Realmente faço parte de um lado contestador e ativista da sociedade, mas acima disso tudo, o que mais desejo para o mundo é o respeito e a tolerância pelas diferenças religiosas, sexuais e politicas. E que se cada indivíduo aprender a viver respeitando e entendendo a individualidade de cada um, seriamos um todo, e não um bando de egocêntricos que só sabe olhar para a própria carteira.

"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las." - Voltaire 


sábado, 6 de abril de 2013

One Night Stand por Gustavo Lacombe

Rolava um clima. Há quem diga que era coisa da minha cabeça, há quem desse força porque estava na cara que ela queria alguma coisa. Depois de doses de coragem, chamei ela pra sair. Vou chamar de "ela" porque a gente não precisa dar nomes nessa história. Guardo pra mim. Eu sempre me senti melhor na posição de esperar a mulher vir falar comigo, ou demonstrar algum interesse bem nítido. Ela era uma experiência de saída da zona de conforto. Às vezes é preciso.


Surpreendente não foi ela aceitar de cara. Acho que quando a gente quer não precisa fazer rodeios. É aquela coisa de ter um interesse e não precisar fazer doce. Depois a outra pessoa desiste e você fica chupando o dedo achando que é bonito se fazer de difícil. Agora, surpreendente mesmo foi, depois da gente ter ido jantar, foi ela virar pra mim e insinuar:
- Eu não tô afim de ir pra casa. - e me olhou. De um jeito. Que jeito.
Tem coisas que a gente não precisa perguntar. O jeito que ela passou a mão na minha coxa quase me fez bater o carro. Só que era muito diferente pra mim sair com uma menina, mesmo sendo uma conhecida de algum tempo, e logo na primeira noite rolar uma transa. Acho que dei sorte. Será?
Não acho que ela seja fácil. E eu também não estou a defendendo só porque foi comigo. Cara, quando dois querem, por que não? Só por que existe um moralismo e um livro de etiquetas dizendo que não pode haver sexo no primeiro encontro? Conheço algumas histórias que deram certo mesmo sem seguir esse livro de regras. E outras que deram errado mesmo a mulher demorando para ceder.
Lá fomos nós, mas sem detalhes do que aconteceu, ok? Foi bom, foi legal. Tá, foi ótimo. A hidro nunca mais será a mesma. A menina parecia que já tinha planejado aquilo na cabeça dela há algum tempo. Não que na minha cabeça eu também não tivesse pensado, mas sei lá. Ela deixou umas duas unhas nas minhas costas e outras marcas espalhadas em mim.
No dia seguinte a gente não se falou, apenas trocamos uma mensagem. Eu disse que tinha gostado, ela respondeu que também e ficou por isso. Durante a semana a gente se esbarrou pelo trabalho, nos falamos normalmente, mas como se nada tivesse acontecido. Quando eu perguntei, durante uma conversa só nós dois, se a gente podia repetir, ela disse:
- Quem sabe? Por agora não. Já matei minha vontade. - e me de um beijo no canto da boca.
É, acho que ela só queria me comer mesmo. É difícil estar do outro lado, né? Tantos homens que dispensam mulheres depois de conseguir o que querem, é estranho ser o outro lado da moeda. Acontece. Pelo menos ela fez uma propaganda. O encontro com ela rendeu um outro encontro, com a prima dela.
Só que aí já é uma história pra outro dia. E que dia.
[Para mais textos de Gustavo Lacombe, https://www.facebook.com/GustavoLacombeTextos]










sábado, 2 de março de 2013

Se Ela soubesse...

Se Ela soubesse que todo glorioso dia acordo procurando-a ao lado da cama, ou que sinto falta da escova dela perto da minha, na pia do banheiro. Das inúmeras discussões  por ter deixado o assento da privada em pé, ou até mesmo por não ter fechado a porta do banheiro quando entrei.

Se Ela soubesse que sinto uma puta falta por não poder abraçá-la ao assistir algum filme água com açúcar na TV e que sinto falta também, por incrível que pareça, de dividir o pacote de Doritos. Saudades de quando eu não era eu, e ela não era ela, eramos nós. Saudades de quando eu entrava em algum lugar e me perguntavam como Ela estava, como se eu tivesse implantado um chip que me desse a localização exata de onde Ela havia se instalado. Saudades até de chegar em casa, entrar no Messenger e encontrá-la online. Malditos momentos românticos no Messenger, frios... Mas muito mais quentes que muitos jantares a luz de vela por aí.

Talvez se Ela soubesse todo esse drama que tenho feito ao chegar em casa e não ter com quem conversar, eu não estaria nesta noite de sexta-feira, escrevendo um artigo dramático em um blog que não escrevo a mais de sei lá quantos dias. Porque ela estaria aqui comigo... Amy Lee já não cantava isto? Lembro bem da parte, "Don't cry to me, if you love me, you would be here with me", grande poeta realista o compositor desta música, se Ela realmente me amasse estaria aqui comigo agora, talvez não aqui, talvez no comodo ao lado, em um lugar mais aconchegante que minha querida cadeira desconfortável.

E agora José? Terei eu que me conformar, e seguir em frente? Viver sozinho e solitário até a próxima bomba
amorosa, que não tem previsão de queda, cair bem em cima da minha cabeça, e começar tudo de novo? Ou
talvez eu fique para a Tia, está ideia nunca esteve tão longe da realidade do patinho feio, não é mesmo?

Só me resta viver, reviver e sonhar, o que o me espera no futuro, não faço ideia... O passado? Passou, foi bom, mas só enquanto foi verdadeiro. Sinto muito, mas quebro o pacto de alma que fiz ao te ver pela primeira vez, faço isso como se eu realmente tivesse este poder, este autocontrole supremo, que todos desejamos. Pena que não sou detentor de tal feito.

Mas não tenha dúvidas de que eu te vivi a cada momento. Pois todos os "Eu Te Amo" eram o mesmo que eu "Eu te Vivo", pois era só em você que eu pensava. Mas e agora? Em quem ou que pensarei ao acordar?

sábado, 8 de dezembro de 2012

Do not dream It is over (Não sonhe que acabou)

  Tenho estado realmente longe deste blog por alguns meses, talvez por preguiça, ou falta de coisas que me inspirem a escrever. Mas uma coisa veio, e veio nesta madrugada.
  Estava eu assistindo o ultimo episodio de Glee, quando percebo e, talvez, entendo a mensagem que este capitulo tenha passado... Não desistir mesmo que tudo pareça estar acabado, porque na verdade quem decide isso somos nós mesmos.
  Quando você recebe o resultado de uma prova, e vê que você não foi bom o suficiente, só você pode decidir se tentará de novo ou desistirá achando que não é capas disso ou daquilo.
  Talvez eu só esteja recebendo uma espécie de insight momentâneo, mas já a algum tempo venho focando mais nas coisas que quero realmente, pensando em quem eu sou, e quem eu quero ser. E posso deixar uma dica para quem estiver lendo este texto, quando você descobrir o que quer, não desista jamais de alcançar isto, mesmo que não exista uma pessoa que te diga que você é capas, porque se você acreditar, e é tudo que você precisa, você pode.
  Acredito realmente que o cérebro humano é capas de milagres, é capas de tudo e qualquer coisa, só basta você coordenar suas vontades e empurrar firmemente para aquilo que você quer e acredita, pode demorar horas, dias, anos e até décadas, mas se você coloca toda sua energia para conseguir algo, não duvido nunca que algum dia você conseguirá.
  Deixo abaixo parte do episódio que me fez escrever este texto inspirado.

Boa noite.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Maldita Porta Azul Com Branco (Final!)

  Eu estava a poucos passos da porta azul com alguns detalhes em branco, maldita porta azul que impedia que eu visse algo já sabia. Fiquei de frente para porta, pude escutar sussurros, não sabia como iria reagir, mas eu deveria abrir a porta...Resolvi olhar pelo buraco da fechadura.

  Eu já não conseguia segurar as lagrimas, a cena que estava vendo foi me machucando, fui sangrando por dentro. Lá estava ela, de costas para a porta em cima de alguém que com certeza era Marcus, ele passava a mão no corpo que eu tanto desejei, ela o beijava, ele pegava no seu cabelo cheio de ondas que estava jogado por cima dos ombros. Eu queria estar nessa cena, eu queria estar ali.
  Os próximos fatos aconteceram um pouco rápido demais. Eu começo a descer as escadas. Ela aparece com seu sorrisinho lindo e me pergunta onde fica o banheiro. Subo de novo. Entro porta a dentro. Maldita porta azul que me enganara. Com um pulo bem rápido, a antiga Luiza sai de cima de Marcus, ele levanta com uma cara de questionamento e raiva. Demoro alguns instantes para ver que a que estava em cima de Marcus não era a Luiza. Não era a minha Luiza. A Luiza do Marcus saiu do quarto correndo. Minha Luiza entra atras de mim e pergunta: :"O que ta acontecendo Paulo?", Marcus faz a mesma pergunta incrédula. Abraço Luiza, a Luiza verdadeira, neste momento eu choro, mas de alegria, a vergonha veio depois de alguns instantes, mas naquele momento eu só queria sentir Luiza, e deixar claro para meus olhos, meus sentidos que tudo tinha sido um baita engano.

  Acordei ao som de "Next To Me" da Emeli Sandé, que eu programara no fim daquela noite constrangedora e animada. Ao fim, nenhum deles entendeu o que realmente me levou a entrar porta a dentro e acabar com o climão que Marcus tinha conseguido. Nem Luiza entendeu o porque de eu chorar na escada e depois chorar abraçando ela. Isso com certeza não é certo de se fazer perto da garota que se ama. Mas eu ainda tinha todo um resto de domingo para aproveitar e tentar concertar parte do "climão" que eu tinha conseguido ontem.
  Comecei pela casa de Marcus, encontrei ele logo na frente do quintal, com alguns, muitos, sacos de lixo. Cumprimentei apenas com um aperto de mão, e sem saber o que dizer comecei a ajudar a colocar o lixo todo na lixeira tamanho GGGGGGG que ele tinha conseguido. Permanecemos assim por algum tempo. Quem quebrou o gelo foi ele.

  — Não precisa se desculpar mais.
  — Quem disse que eu vim aqui para me desculpar? — Perguntei meio constrangido por ele ter sacado tão rápido meu objetivo ali.
  — Seria o certo, se quer saber! Mas acho que consegui entender parte do drama. — Ele disse isso com um sorriso. — Não sabia que com a Luiza era isso tudo. Por que não me disse?
  — Sei lá. — Dei ombros.
  — Já disse pra ela?
  — Não. Ainda não.

  Então como sempre ele me convenceu a fazer algo que eu queria ter um pouco mais de tempo, mas fui em direção a casa de Luiza, chegando na frente mandei um SMS pedindo pra que ela saísse para conversarmos.

                                                                           ...

  Me declarei, mostrei todos meus sentimentos em palavras lindas, mesmo tendo gaguejado um pouco. Ela ficou um pouco constrangida, disse que não poderia ficar comigo. Depois de algum tempo de insistência ela revelou que já esta se relacionando com um cara, e que gosta muito dele. Dei um beijo na bochecha, pensei em roubar um beijão, mas não faz muito meu estilo. Fui embora pra casa. Não minto, cairam algumas lagrimas doloridas. Verdade seja dita, sou um baita chorão. Mas fiquei bem, depois expliquei tudo para Marcus pelo messenger. Até que minha mãe gritasse lá da cozinha:
  — Marcus, ainda não lavou a louça? Hoje é seu dia de fazer isso!
  — Saco! — Com toda certeza eu disse isso bem baixo, para que ela não escutasse.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Maldita Porta Azul com Branco (Parte 1)

  — Não! Não vou fazer isso! — Respondi extremamente convencido.
  — Haaaa para, o que tem? É basicamente só um "oi"! - Marcus contra-atacou.
  — Aí que raiva de você, mas beleza. Vou lá.
  Caminhei até o grupo de meninas que estava a alguns passos de nós, logo perto da porta de entrada do refeitório. Minhas mãos suavam, meu corpo inteiro se contraia pelo medo imerso no mar de vergonha em que eu estava. Mas respirei fundo, cheguei ao lado dela, gaguejei um pouco mas enfim consegui.
  — Érrrmmm... Oi, sou Paulo, do ultimo ano... —O que eu realmente queria neste momento era fugir, correr, me enterrar feito um furão.
  — Oi? — Respondeu ela esperando pelo o que eu tinha a dizer, suas amigas já estavam aos cochichos e risadinhas.
  — Eu estava pensando, você não está afim de ir à uma festa comigo? Aqui no bairro! - Já não sentia minhas pernas.
  Ela olhou para as amigas, abaixou a cabeça, se arrependimento matasse eu realmente estaria morto agora.
  — Quando? — Não acreditava que ela estava me perguntando isso. Por algum tempo repensei na possibilidade de sair correndo.
— Sábado anoite, a festa de é de um amigo meu... — Expliquei onde seria a festa, horário e tudo o mais. Ela disse que sim. Ela vai. Ela vai em uma festa comigo!

  Acordei com o beep do despertador, permaneci por algum tempo embaixo da coberta. Não podia acreditar que já haviam se passado dois dias e que finalmente chegou o momento, a festa é hoje, e Luiza vai.
  Depois de lembrar isso, saltei da cama, escovei os dentes, arrumei o cabelo, me olhei no espelho e pensei, "Putz! Vou ter um trabalhão mais tarde.". Definitivamente não sou o cara mais bonito e popular do colégio, sou alto, não muito. Não sou gordo, e também não sou magro. Acredito que eu seja normal, nunca fiz sucesso com as garotas, talvez porque eu seja um pouco tímido com elas, já mudei algumas vezes o corte de cabelo na esperança de que fosse resolver, mas acho que o maior problema mesmo é a timidez. Mas quero deixar claro que também não sou o feio branquelo e sem músculos daquela escola. Tenho cor, um moreno pardo.
  Desci as escadas, e quando pensei em ir ver o que tinha para comer, o celular vibra. Mensagem de Marcus.


  "Vc vem hoje neh?"

  "Vou sim! To animado." — Respondi.

  "Luiza vem?"

  "Sim."
  "Preciso conversar com vc!"

  Terminei de comer, liguei o computador, quase todos estavam confirmando presença hoje! Menos ela. Fiquei um pouco tenso, mas se ela disse que sim, então é SIM!
  Durante todo dia pensei sobre a festa, ensaiei o que iria falar quando visse ela, só não podia dar uma de gago justo hoje. Já eram 16h30, tínhamos marcado de chegar as 18h. Eu já havia escolhido a roupa, até as meias, mas fiz questão de checar tudo umas dez vezes. Tomei banho, me arrumei, olhei no mesmo espelho de hoje cedo. "Nada mal."
  Enquanto eu esperava Ela, no lugar marcado, próximo da casa de Marcus, pensava em me declarar, dizer todo o amor que venho sentindo a alguns meses, e que não tive coragem de dizer ainda. Amor daqueles que se acorda no meio da noite sentindo falta de uma pessoa que nunca esteve ali, amor que treme só de ver a pessoa ao longe, amor que se sorri só de lembrar de algum acontecimento. Eu iria dizer isso pra ela. "LUIZA EU TE AMO, TE AMO COMO NUNCA AMEI ALGUÉM, TE AMO MUITO, MUITO, E SEMPRE TE AMEI, MESMO ANTES DE NASCER."
  Já eram 18h35, quando não me restavam mais esperanças, ela vira a esquina, deslumbrante, cabelos negros soltos aos ombros, um vestido preto com algumas pedrinhas que descia até a metade das coxas, olhos marcantes que estavam marcados de preto, uma boca rosa, e que boca... Já mencionei o vestido que ia até a metade das coxas?
  Quando ela chegou perto pude sentir o doce perfume que deixara rastro pela rua.
  — V-V-Você esta linda. - Maldita gagueira, quem foi o filho da puta  mãe que inventou os gagos?
  — Haa que isso? Brigada, você esta bem fofo! 
  Caminhamos até a casa de Marcus, entramos, já havia algumas pessoas, estava tocando "You're Love Is My Drug" no ultimo volume, ele veio nos receber e logo nos apresentou a todos, e pediu para que algumas colegas mostrassem o resto da casa para Luiza que nunca havia estado lá. Durante este meio tempo a sós, ele diz bem entusiasmado: "Tenho teclado com Ela por esses dias."
  Não pude deixar de sentir um frio na barriga ao ouvir isso, ele ainda não sabia exatamente que eu gostava dela, gostava não! Amava. E muito.
  — Mas e aí? Você acha que rola? — Exitei um pouco em perguntar, mas deveria saber.
  — Pra ser sincero, nem sei. Mas seria muito bom, ela é realmente muito linda.
  — É né... — Não sabia o que falar, mas não precisei muito pois lá estava ela vindo, linda, deslumbrante. Marcus deu uma piscadela, sinalizando para eu não dizer nada sobre isso.
  Aos poucos foram chegando muitos convidados, a maioria da escola, mas também tinham alguns do bairro, outros dos cursos que Marcus fazia, alguns amigos do irmão dele, e mais uma multidão de pessoas que eu não conhecia. As luzes estavam bem baixas, a música bem alta, momento propicio para se chegar em uma garota, e tal.
  Em pouco tempo já estávamos nos sentindo em casa. Pulamos, dançamos, zuamos, conversamos, e eu não podia deixar de olhar para Luzia... Como era linda... Os cabelos negros que hoje estavam mais lisos do que nunca, contornavam seu rosto e desciam até abaixo de seu pescoço... A forma como ela dançava, se mexia... Até que Pedro chegou oferecendo algum liquido suspeito.
  Não sou de beber, mas ele garantiu que não era álcool, então bebi. Realmente não era! Era amargo, cor de xixi, era energético. Conversamos um pouco, ele me levou pra conhecer um pessoal que havia encontrado chegando à festa. Me distrai bastante, conversamos por um bom tempo até que eu lembrei que não sabia onde estava a Luiza...
  Comecei a procurar Ela por todo o canto, rodei todo o comodo que estávamos, dei uma olhada do lado de fora, e nada de eu achar Luiza. Quando entrei de novo na casa, perguntei a um grupo, mais ou menos de 4 ou 5 garotos e garotas, se haviam visto ela. Um garoto de franja escorrida, alto e bem magro foi falando...
  — Acho que vimos sim, subiu numa festinha intima. — Respondeu isso apontando pra escada. Quando viu que eu já estava a caminho da escada disse: "Se eu fosse você não subiria!"... Tarde demais.
  A cada degrau que fui subindo, parecia que a temperatura caia alguns graus. Não conseguia dar um basta nos pensamentos maldosos que invadiam minha cabeça. Eu havia subido pouquissimas vezes ao andar de cima, mas podia lembrar em qual das portas estava o quarto de Marcus, e direto pra lá fui.

(...Continua...) 

sábado, 9 de junho de 2012

Temos que aprender...mudar.

Oii povão,

  A algum bom tempo venho pensando em o que temos que aprender aqui, o que temos que mudar, e porquê?

  Venho tendo este pensando pois tendo como principio que nada é por acaso, então por que estou aqui, nesta

família, neste tempo, com estes amigos e com essas influencias? Alguma coise realmente sei que devo aprender, alguma coisa realmente sei que tenho que mudar para ser melhor, para evoluir, ascender.

  Procuro não ficar paranoico pensando nisso, pois seria um erro deixar de viver esses segundos, minutos e dias para apenas pensar...sem agir. Venho tentando ter mais auto-controle, controlar as emoções, controlar o o instinto, meu animal, e usar o raciocínio e a consciência maior.

  Quero chegar a algo novo, mas não sei como! E não estou a procura de religiões, embora alguns possam interpretar assim. Estou a minha procura, do que é certo pra minha vida, e para meu espirito.
   Mas já alcancei uma certeza, não devemos desistir dos sonhos, ou abrir mão de nossa personalidade. Estar receptivo a novas formas de ver, sim. Mudar todos seus conceitos e princípios, não.

  Deixo uma musica muita boa, para fazer com que
vocês reflitam também.


"I gotta have Roots before branches. To know who I am Before I know. Who I wanna be. And faith To take chances To live like I see. A place in this worldFor me"
("Eu tenho que ter raízes antes de ramos Para saber quem eu sou Antes eu sei quem eu quero ser E a fé Para ter chances de viver como eu vejo um lugar no mundo para mim.")

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Como será que os outros me veêm?

   Tava eu aqui pensando em algum assunto que daria um bom post, um assunto que eu poderia filosofar e fazer o resto do pessoal refletir junto comigo. Até que me veio este tal assunto que vira-e-mexe ronda as engrenagens da minha cabeça, “Como será que os outros me veêm?”
  Tenho certeza absoluta que a maioria dos que vão ler este post ja se perguntaram isso, já ficaram pensando sobre o que estão fazendo e qual a impressão que estão deixando. Estou incluso neste pacote!
  As opiniões que chegam até mim são muito variadas, do tipo em que pareço ser extremamente certo e bom nas coisas que faço, ou que de primeira vista deixo a impressão de ser metido e egocêntrico. Não acredito ser nada parecido com esses que citei aqui, mas o que faz com que os outregocentrismo-gato-leãoos pensem isso?
  Será minha forma de falar, de andar, de me comportar com aqueles que conheço ou que estou conhecendo? Na verdade, não faço a minima idéia, talvez seja tudo junto mais as emoções de quem esta me observando.
  E você? Já parou para pensar em como as pessoas te veêm?
  Isso até me lembra a primeira vez que algum artista aparece na TV ou no Youtube, só pela aparência ou só pelo estilo de música, damos um rótulo a ele, do tipo, “Esse é metido” ou “Nem gostei, porque o cabelo dele é igual ao do Justin Bieber, e também não gosto do Justin Bieber porque as meninas ficam tudo em cima dele!”.
  Provavelmente esta mania de dar rótulos de certo, errado, bom ou ruim seja fruto da cultura e sociedade em que estamos ou, ás vezes, um sentimento de juiz que temos dentro de nós…Quem sabe?! Quem sabe também se daqui uns vinte anos nós vamos aprender a conhecer, pesquisar e estudar antes de termos uma opinião formada sobre determinado assunto, só nos resta esperar para ver.

Jack Souza, Boa Noite.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Ich bin ein Junge. Ich komme aus Brasil! . Ich bin ein Monster

Eai personas,

  Estou aprendendo alemão, sozinho, sei lá o motivo de ter começado, mas estou gostando pakas! Na escola não esta tendo nada de interessante ou diferente, só o de sempre, se aparecer qualquer coisa eu dou um toque aqui.

  Acho que estou começando a aprender a ser idependente emocionalmente, esta sendo bom esta nova fase, feliz.

  Realmente estou sem assunto para postar aqui, qualquer dia tenho outra ideia maluca e corro pra cá para postar e ficar empolgado até enjoar, chegar no tédio, ficar no tédio e começar novamente o ciclo! HaHaHa'

Então é isso.
Auf Wiedersehen (Até Já)

sábado, 17 de março de 2012

Eles se acham, mas não podem!

  Nem entendo como eles podem se achar tanto sendo tão ruins!

  Estou falando da escola em que estou estudando atualmente, E.E. Isaltino de Mello (Não aprova o nome da escola no blog? Foda-se).  Logo no dia em que fui fazer minha matricula fui tratado de uma forma péssima, como se a coisa mais importante que eu tivesse que saber era que aquela escola era "a melhor". Depois de um tempo, minha mãe foi lá se informar sobre como a escola trabalha, não puderam atender ela, mas um tal professor de educação física disse que a escola é muito rigorosa, que depois de uma semana de aula eu iria ver que lá é diferente de minha antiga escola...Oi? Você não me conhece, não sabe como minha antiga escola trabalhava e nem qual era...Haa, ele disse também que nós iriamos levar um susto quando víssemos minhas primeiras notas, fazendo alusão de que eu iria mal porque lá é "muito bom".

  Toda semana somos dispensados mais cedo, por que? Porque os professores faltam, e os outros adiantam aulas para irem para casa mais cedo, nesta ultima semana de 5 dias de aula, tivemos 1 inteiro (Entrando 13:00 e saindo 18:20). Se isso é atitude de boa escola, quero conhecer a ruim! 

  Vamos falar dos inspetores...Pqp vocês não fazem nada? Pode estar rolando um tiroteio no intervalo que eles fingem que não estão vendo. Não vamos colocar tudo no mesmo saco não é mesmo? A cada 20 coisas que eles DEVERIAM intervir umas sete eles resolvem. 

  Resolvi não citar a forma como os professores ensinam, pois existe quatro ou cinco que realmente sabe o que esta fazendo.

Talvez, muito talvez mesmo, a escola já foi boa, já foi rigorosa e já teve um ensino de qualidade, mas se isso realmente aconteceu foi a algum tempo atras, então...Não vomitem uma fama que não existe mais.


Peço para que divulguem ao máximo esse post, vamos ver se leva a algum lugar.

"Minha educação não é brincadeira para mim, embora possa parecer para você." 

Valeu...